domingo, 25 de setembro de 2016

A capitulacionista política vaticana de aproximação com o comunismo vista por um historiador

Prof. George Weigel: Ostpolitik de João XXIII, Paulo VI e do Cardeal Casaroli foi um fracasso
Prof. George Weigel: Ostpolitik de João XXIII, Paulo VI
e do Cardeal Casaroli foi um fracasso
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A política de aproximação do Vaticano com o comunismo ou Ostpolitik, iniciada na década de 1960 sob o bafejo de João XXIII e Paulo VI, não só não deu os resultados esperados, mas se revelou desastrosa para os católicos sob a tirania marxista, escreveu George Weigel, pesquisador do Centro de Ética e Política Pública, de Washington. Seu artigo foi reproduzido no site da insuspeita Unisinos.

Segundo Weigel, a Ostpolitik chegou perto de destruir o catolicismo na Hungria, onde em meados da década de 1970 a chefia da Igreja estava sob as ordens do Partido Comunista. Este também estava no controle de fato do Colégio Húngaro, na própria Roma!

Na Tchecoslováquia, a Ostpolitik sacrificou ativistas católicos dos direitos humanos, nada fez por aquelas bravas almas católicas que resistiram ao regime, e fortaleceu um grupo de colaboradores clericais que serviam de fachada para o Partido Comunista e suas repressões.

Na Polônia, os diplomatas vaticanos tentaram continuamente deslocar os bispos que resistiam às propostas de colaboração com o marxismo.

Em Roma, a Ostpolitik favoreceu uma forte penetração das agências de inteligência secreta comunistas no Vaticano, incluindo a KGB, a Stasi (da Alemanha Oriental), a StB (da Checoslováquia), a SB (agência polonesa) e a AVH (húngara).

domingo, 18 de setembro de 2016

O cristianismo e a família esmagados na Rússia

O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O historiador francês Philippe Fabry registrou em seu blog uma estranha contradição em seu país. Políticos e jornalistas que oscilam entre os partidos de direita passaram repentinamente a ecoar uma imagem que parece ter sido mandada fazer pelo Kremlin.

Entre eles, cita o político e ensaísta Yvan Blot, que passou a defender que o regime de Putin é o guardião dos valores tradicionais do cristianismo e da família, e que a “nova Rússia” seria uma espécie de baluarte no qual o Ocidente deve se apoiar para não afundar na decadência.

Fabry relembra então alguns dados de conhecimento geral que são omitidos por essa visualização:

a “nova Rússia” pseudo-cristã, cuja população é mais do que o dobro da francesa, aborta proporcionalmente duas vezes mais crianças (800.000 por ano) do que a França laicista (200.000).

a “nova Rússia” é o primeiro consumidor mundial de heroína. Embora esse extenso país represente apenas 2% da população mundial, consome 21% da produção planetária dessa droga pesada. Trata-se de uma herança recebida por Putin, mas não se tem notícia de que ele aja eficazmente para extirpar o vício que devora a nação.

o desfazimento da família está provocando uma catástrofe demográfica: a população russa – mais de 140 milhões – ruma para 80 milhões de habitantes por volta de 2050, segundo as projeções.

domingo, 11 de setembro de 2016

Alemanha prepara população para catástrofe
com dimensão de guerra mundial

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Ao lado: lista de conselhos básicos divulgada pela Deustche Welle.
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O governo alemão recomendou a seus cidadãos a armazenagem de alimentos e água em casa na previsão de um ataque terrorista ou uma catástrofe, preanunciou o sisudo e acatado jornal ‘Frankfurter Allgemeine Zeitung’ numa edição dominical referida pela agência EuropaPress. 

O plano é de uma gravidade sem igual desde o fim da II Guerra Mundial e da Guerra Fria.

A Alemanha se encontra em estado de alerta após os mais recentes atentados islâmicos. Berlim havia anunciado uma série de medidas que incluem verbas extras para as forças de segurança e a criação de uma unidade especial contra o crime informático e o terrorismo.

Agora o Conselho dos Ministros aprovou no dia 24 de agosto uma ação de envergadura nacional. Trata-se do “Conceito para a Defesa Civil” pelo qual a população será instada a “acumular comida e água para sobreviver durante dez dias”, naquilo que a Deustche Welle apresenta como “Preparando-se para o pior”.

Assim diz o plano do Ministério do Interior resumido pelo jornal de Frankfurt e pela rádio oficial “Deustche Welle”. O relatório se inspirou numa ideia elaborada por um comitê parlamentar há quatro anos.

“Pedir-se-á ao povo que se prepare apropriadamente para qualquer evento que possa ameaçar nossa existência e que não se possa descartar categoricamente no futuro”, diz o relatório.

O documento também recomenda pôr em andamento um “sistema de alarma fiável” e reforçar as estruturas dos prédios em função de uma possível tragédia.

Por sua vez, a agência oficial Deutsche Press Agentur (DPA) citou que o de acordo com o projeto confidencial o governo pensa “restaurar o sistema de alistamento militar em todo o país em tempos de crise” como poderiam ser as situações nas quais a Alemanha precise de tropas para “defender as fronteiras exteriores da OTAN”.

O povo alemão já passou por grandes calamidades nas guerras mundiais e nos tempos em que era possível uma invasão russa. Tratou-se de conflitos imensos que justificaram medidas do gênero.

Malgrado a gravidade dos atentados islâmicos – o de Colônia e outras grandes cidades no Ano Novo, por exemplo – nenhum deles teve dimensão para uma preparação nacional na perspectiva de um evento capaz de “ameaçar nossa existência”, como declarou o porta-voz do Ministério do Interior.

O povo alemão habita sua terra há quase dois milênios e sabe em linhas gerais quais catástrofes naturais podem lhe acontecer.

A preparação que o governo alemão está montando dificilmente se entende em função apenas de atentados islâmicos ainda que maiores, ou uma catástrofe natural ainda que historicamente nunca havida.

Essa preparação se entendeu em períodos de guerras mundiais, e no presente faria sentido em face de uma eventual guerra mundial ou ataque atômico.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Irã está provocando no Golfo Pérsico
adverte comandante militar dos EUA

EUA reage contra provocação no Golfo. A foto foi distribuída pelo Irã
EUA reage contra provocação no Golfo. A foto foi distribuída pelo Irã
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No Golfo Pérsico, passagem vital do petróleo do qual depende Ocidente lanchas iranianas agiram de maneira provocativa contra naus de guerra americanos.

O general Joe Votel, chefe do Comando Central americano na região acusou Teerã de agir de forma pouco segura e “provocadora” realizando manobras arriscadas perto de navios dos Estados Unidos, informou UOL Notícias.


Um desses abriu fogo de advertência, mirando o mar nas proximidades de uma das lanchas.

Na semana anterior, o Pentágono denunciou uma série de encontros “pouco profissionais” no Golfo gerados pelo Corpo de Guarda Revolucionária do Irã.

“Em dias recentes, temos sido testemunhas de mais atividades provocadoras da Guarda Revolucionária e navios da Marinha”, afirmou o general Votel.

“Este tipo de comportamento é muito preocupante e esperamos ver as forças navais do Irã agir de um modo mais profissional”, acrescentou.

domingo, 4 de setembro de 2016

General americano na Síria adverte Rússia:
da próxima EUA revida na hora

General Stephen Townsend, comandante das tropas EUA na Síria e no Iraque.
General Stephen Townsend, comandante das tropas EUA na Síria e no Iraque.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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O tenente general Stephen Townsend, novo comandante em chefe das tropas americanas no Iraque e na Síria, fez a mais direta advertência pública verificada até o presente. Ele ameaçou Moscou e seu satélite de Damasco com uma resposta militar imediata caso continuem seus ataques contra alvos ocidentais.

Numa entrevista à CNN, o general Townsend visou proteger as tropas americanas que agem no norte da Síria da repetição de ataques de aviões de guerra e artilharia russos ou filo-russos.

“Fomos informados de que os russos estão envolvidos... (eles) disseram que tinham informado aos sírios e eu apenas respondi que nós nos defenderemos se nos sentirmos ameaçados”, disse o general numa entrevista telefónica desde seu quartel em Bagdá.

Townsend foi o primeiro comandante que falou da hipótese dos EUA responder com fogo às provocações bélicas da aliança sírio-russa. Até o presente, as altas patentes procuravam fazer silêncio sobre esses ataques que indignavam os americanos.