Para atualizações gratis via email: DIGITE SEU EMAIL:

domingo, 4 de dezembro de 2016

Rússia foge do Tribunal Penal Internacional
e reforça pesadas suspeitas

Tropas georgianas deixam Gorid diante de esmagadora superioridade do agressor russo
Tropas georgianas deixam Gorid diante de esmagadora superioridade do agressor russo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Vladimir Putin assinou decreto pelo qual a Rússia deixa de fazer parte do Tribunal Penal Internacional (TPI), noticiou “El Mundo” de Madri.

O TPI é responsável por julgar acusações graves como genocídio e crimes contra a humanidade. Putin sente sobre seu governo e o país que tiraniza pesarem graves culpas e foge da Justiça internacional desconhecendo seus tribunais.

O diktat de Putin saiu logo após a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Geral da ONU aprovar resolução condenando a “ocupação temporária da Crimeia” pela Rússia e condenando a Rússia por abusos de direitos como a discriminação contra alguns criminosos.

A Rússia anexou a Crimeia, região que pertence à Ucrânia, em março de 2014 após um referendo falseado montado no Kremlin, uma medida que levou Moscou a receber sanções ocidentais.

O Ministério das Relações Exteriores russo tentou justificar o ex-abrupto diplomático alegando que o TPI não é verdadeiramente independente.

“O tribunal nunca cumpriu com as grandes expectativas que gerou e não se converteu em verdadeiramente independente”, afirmou a chancelara russa, que qualificou o TPI de “parcial e ineficiente”.

“Nestas condições não se pode falar de confiança com o TPI”, por isto o presidente Vladimir Putin decidiu “retirar a assinatura deste documento”.

Putin comemora a anexação da Crimea
Putin comemora a anexação da Crimea.
Ele tem razões para temer a Justiça, até a "amiga".
Moscou também está especialmente irritada com a decisão do TPI de investigar crimes de guerra cometidos durante o conflito de 2008 entre Rússia e Geórgia, comentou a “Folha de S.Paulo”.

Putin assinou em 2000 o Tratado de Roma que estabeleceu o tribunal baseado em Haia (Holanda), mas nunca o ratificou.

Infelizmente, os organismos internacionais criados para punir a violação do Direito Internacional, dos direitos humanos, genocídios, etc., foram muito infiltrados pelas esquerdas e se tornaram merecedores de muitas e severas críticas.

Mas dessas esquerdas infiltradas “amigas” em órgãos como o TPI ou a ONU, Putin não tem muito a temer, mas sim os países de direita, conservadores ou anticomunistas que já têm sofrido condenações injustas ou enviesadas.

Putin se mostrando tão incomodado com esses tribunais e comissões acaba confessando que o fardo de ilegalidades que ele sente sobre si é tão grande que nem mesmo seus amigos dos direitos humanos teriam coragem de absolve-lo de tudo.



segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Armas infláveis, políticas “religiosas” e “conservadoras”: a “maskirovka” forja mentiras sem cessar

MIG 31 sendo inflado perto de Moscou.
"MIG 31" sendo inflado perto de Moscou.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O assustador MIG-31 cinza escuro aparecia subitamente como que do nada com a estrela vermelha em suas assas. Parecia muito real sobre tudo se visto a 300 metros.

Algumas das mais modernas armas russas puderam ser vistas e fotografadas num campo perto de Moscou.

Ali, trabalhadores manipulando tecidos sintéticos verdes e bombas de ar criavam armas impressionantes em questão de minutos, segundo informou “The New York Times”.

O truque é velho de guerra. Faz lembrar o cavalo de Troia, aliás esse mais poético, ou a ordem corânica de Maomé de os soldados velhos pintarem os cabelos brancos para parecerem mais jovens e fortes.

A Rússia montou um arsenal de disfarces e trapaças para suas forças armadas, dentro do contexto mais vasto da guerra rotulada “maskirovka” (literalmente = dissimulação, engano).

Veja mais em “Maskirovka: a guerra não-militar que invade e conquista”

A Maskirovka tem um papel cada vez mais importante para as ambições geopolíticas imperialistas da “nova-URSS”.

Inflando um lança mísseis perto de um MIG 31 já pronto
Inflando um "caminhão com mísseis" perto de um "MIG 31" já pronto
“Se você estudar as grandes batalhas da história, perceberá que o uso de trapaças sempre vence”, disse o engenheiro militar Alexey Komarov. “Ninguém vence jogando limpo.”

Komarov supervisiona a venda de armas na Rusbal, ou Balões Russos.

A empresa fornece ao Ministério da Defesa da Rússia uma das ameaças militares menos conhecidas nos países que podem ser suas futuras vítimas: um crescente arsenal de tanques, jatos e lançadores de mísseis infláveis.

A Rússia de Putin está retornando ao cenário geopolítico, se imiscuindo na vida política dos países ocidentais, empregando táticas escusas.

Ela silencia inimigos no exterior, manipula a igreja Ortodoxa e promove uma fingida contrarrevolução conservadora conquistando pecuniariamente políticos e partidos nos países que quer submeter.

Uma farta rede de trolls, antigas redes de influência da URSS agora reativadas e novas agências de notícias, TV ou Internet difundem falsas informações calculadas para enganar as audiências ou os internautas no Ocidente.

A “maskirovka” tem que manter o inimigo na incerteza, jamais admitir as verdadeiras intenções e usar todos os meios, tanto propagandísticos quanto militares.

Putin quer seduzir políticos ocidentais de recente conversão a posições 'cristãs'. Na foto com François Fillon, então ministro de Relações Exteriores da França.
Putin quer seduzir políticos ocidentais de recente conversão a posições 'cristãs'.
Na foto com François Fillon, então ministro de Relações Exteriores da França.
Ela visa conferir aos soldados do país a vantagem da surpresa, e seduzir políticos do Ocidente para jogar com uma máscara de conservadorismo.

A doutrina não hesita em apelar à desinformação política em alto nível e o uso de formas astuciosamente evasivas de comunicação.

É claro que as armas infláveis se encaixam bem nos estratagemas da “maskirovka”.

É um recurso velho para quem está em inferioridade de condições de combate, mas se é útil contra adversários decadentes, então vale tudo.

Vídeos no Youtube se encarregam de mostrar as fabulosas armas novas que vão prostrar a NATO e os EUA enquanto os operários enchem de ar sacolas que virarão modernos tanques, aviões, lança mísseis e tudo o que servir para enganar sobre o verdadeiro potencial bélico russo.

A maior utilidade vem se revelando na camuflagem de ideias através da desinformação. A “nova-Rússia” se apresenta como religiosa e conservadora se isso serve para desviar a atenção do adversário, dividi-lo e leva-lo à confusão e a uma capitulação.

Praticamente todos os grandes movimentos de tropas russos e soviéticos dos últimos 50 anos, da Primavera de Praga ao Afeganistão, Chechênia e Ucrânia, começaram por um truque simples e efetivo: soldados chegando ao local de combate à paisana, explica o jornal americano.

Em 1968, por exemplo, um voo da Aeroflot, a companhia estatal de aviação soviética, transportando número desproporcional de homens jovens e saudáveis, que subsequentemente capturaram o aeroporto de Praga.

Em 1983, soldados soviéticos disfarçados de turistas viajaram à Síria, em uma manobra que ficou conhecida como “camarada turista”.

A aparência de misteriosos soldados usando uniformes camuflados em Cabul, no Afeganistão, e Grozny, na Chechênia, serviu como presságio ao envio de muito mais tropas, em 1979 e 1994.

O tanque T80 anda não está pronto para enganar satélites americanos
O tanque T80 anda não está pronto para enganar satélites americanos
Foi o caso dos “homenzinhos verdes” na Crimeia a partir de fevereiro de 2014, ou do cerne das milícias separatistas “ucranianas” recrutadas no coração do Rússia ou transportadas direto de guarnições do exército russo.

Esses antecedentes preocupam aos estrategistas e pensadores clarividentes, em mais de um país vizinho. Mas não tiram o sono dos decadentes. Ou dos cúmplices...

A Rusbal não revela quantos tanques infláveis já produziu, porque os números são sigilosos.

Mas a diretora da firma Maria A. Oparina reconheceu que a produção cresceu muito nos últimos 12 meses. Ela emprega integralmente a maioria de seus operários na costura das armas infláveis, em sua divisão militar.

“Na guerra, não existem acordos de cavalheiros”, repete Oparina. “quem tiver os melhores truques sobrevive.”

Vladimir Putin sabe bem disso, e paga o desenvolvimento das “novas armas” para enganar mais os “decadentes” ocidentais.


A “maskirovka” é mais necessária do que nunca.
Míssil russo falha em parada naval na península da Crimeia
Publicado em 26 de julho de 2015




domingo, 20 de novembro de 2016

Putin nacionalista
chora a velha URSS internacionalista

Putin, Lenin, Engels, Marx: a continuidade em metamorfose
Putin, Lenin, Engels, Marx: a continuidade em metamorfose
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O presidente russo Vladimir Putin deplorou mais uma vez a desintegração da União Soviética, segundo informou sua agência Sputnik.

Para ele o fim da URSS não era necessário e censurou que no Partido Comunista da época tivessem sido promovidas “ideias destruidoras para o país”.

De fato, o secretário-geral do Partido Comunista da URSS, Mikhail Gorbachev, promoveu uma política que ele condensou na palavra “perestroika” (literalmente “reconstrução” ou “reestruturação”) que deveria ser aplicada por uma política denominada “glasnost” (literalmente “transparência”).

Segundo essa política a velha União Soviética de Lenine e Stalin deveria dar lugar a mais um passo na avançada rumo à utopia comunista total sonhada por Marx.

Porém, os comunistas que queriam preservar o antigo regime staliniano acastelados nas Forças Armadas e na KGB opuseram ferrenha resistência à nova versão do comunismo.

O resultado foi que a União Soviética colapsou e que o “comunismo novo” autogestionário de Gorbachev não chegou a ser instaurado.

“Sabem que atitude tenho em relação ao colapso da União Soviética”, explicou o senhor todo-poderoso do Kremlin. “Ele não era necessário. Era possível ter realizado reformas, inclusive democráticas, sem isso [o colapso]”, disse Putin no encontro com os líderes dos principais partidos políticos.

Ao mesmo tempo, o líder russo afirmou que foi o Partido Comunista que contribuiu para a destruição do país, pois de fato foram líderes desse partido como Gorbachev que intentaram uma liberalização que acabou dividindo e abalando a ditadura do proletariado.

Putin adora ser comparado com Stalin, seu modelo.
Putin adora ser comparado com Stalin, seu modelo.
“Mas quero recordar que a nossa Pátria, a URSS, era liderada pelo Partido Comunista. Não era [liderada] por outro partido qualquer que promovesse ideias de nacionalismo ou outras ideias desastrosas, destruidoras para qualquer país”, declarou o presidente russo em elogiosa lembrança do regime internacionalista de Lenine e Stalin.

O colapso da União Soviética ocorreu em 1991. Em resultado no território da antiga URSS formaram-se 15 países independentes que se juntaram posteriormente na Comunidade de Estados Independentes (CIS, na sigla inglesa), explicou ele segundo Sputnik.

As razões do colapso são inúmeras, inclusive uma profunda crise política, econômica e social que se registrava no país, acrescentou a agência. Pode-se incluir na lista de causas a perda de sedução da ideologia marxista oficial e o murchamento do ódio de classe.

Putin explora os sentimentos nacionalistas para se manter no poder e lançar ofensivas imperialistas contra os vizinhos, mas seu “sonho dourado” continua sendo o internacionalismo proletário marxista.

Essa bandeira hoje não pega, então exibe a do nacionalismo aspirando a ludibriar os povos e engoli-los no internacionalismo da “nova-Rússia”, ou melhor da “nova-URSS”.



domingo, 13 de novembro de 2016

Rússia age como “país fora da lei”
e preocupa mais que a URSS

Fumegando para valer, com atraso inexplicado, o geriátrico porta-aviões único russo Almirante Kuznetsov chegou perto da Síria. Seus armamentos e tecnologia não preocupam. Mas sim o perigo de uma guerra nuclear-chantagem para obter concessões assustadoras.
Fumegando para valer, com atraso inexplicado,
o geriátrico porta-aviões único russo Almirante Kuznetsov chegou perto da Síria.
Seus armamentos e tecnologia não preocupam.
Mas sim o perigo de uma guerra nuclear-chantagem para obter concessões assustadoras.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A Rússia de Vladimir Putin é mais preocupante que a antiga União Soviética em temas como o emprego de armas nucleares, declarou o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, segundo noticiou a UOL.

A preocupação foi externada durante uma visita à base de mísseis nucleares intercontinentais de Minot, em Dakota do Sul (centro-norte dos EUA).

O chefe do Pentágono criticou a “gesticulação nuclear” da Rússia de hoje e seus investimentos em “novas armas” atômicas.

E aumentou a apreensão existente diante do aparente descontrole verbal em que caem com relativa frequência os líderes do Kremlin:

“Pode-se perguntar se os dirigentes russos da atualidade conservam aquela grande capacidade de contenção que tinham na época da Guerra Fria na hora de exibir suas armas nucleares”, afirmou.

Hoje, “a utilização mais provável da arma nuclear já não é a guerra total”, como se pretendia naqueles anos, explicou Carter.

Mas “um ataque terrível e sem precedentes, lançado por exemplo pela Rússia e pela Coreia do Norte para tentar forçar a um adversário mais poderoso em matéria de armamento convencional a abandonar um de seus aliados durante uma crise”, explicou Carter.

Ele patenteou o temor de que um futuro presidente americano descumpra tratados assinados temendo enfrentar um conflito maior.

Após a anexação da península da Crimeia pela Rússia, Putin disse publicamente que havia avaliado a possibilidade de empregar a arma atômica durante as operações e até mencionou Varsóvia como eventual alvo.

Concentração de forças navais ante Siria, prévia à chegada do grupo do Kuznetsov.
Concentração de forças navais ante Siria, prévia à chegada do grupo do Kuznetsov.
Os estrategistas ocidentais manifestaram preocupação pelos planos russos em matéria de mísseis de curto e médio alcance.

Esse planos se estão manifestando em manobras no enclave de Kaliningrado e na transferência de grande quantidade de navios armados com engenhos nucleares para o largo da Síria.

Por sua vez o influente jornal “The New York Times”, em comentário editorial qualificou a Rússia de Putin e “país fora da lei”.

Ele é um país com direito de veto no Conselho de Segurança da ONU e um dos mais pesadamente armados com bombas atômicas. Segundo o jornal nova-iorquino isso exige dele uma conduta especialmente responsável nas crises mundiais.

Porém, não é isso o que está acontecendo. Nas crises da Ucrânia e da Síria, a “nova-Rússia” está violando não somente as regras que preservam a paz mas os critérios “de decência humana correntes”.

A publicação do longo e acabado estudo promovido pelas autoridades da Holanda deixou claro que o avião da Malasian Airlines, derrubado sobre a Ucrânia em julho de 2014, matando todos os seus 298 indefesos passageiros e tripulantes civis, foi fornecido pela Rússia aos separatistas por ela dirigidos.

Na Síria, aviões de combate russos com bandeira russa ou síria estão bombardeando hospitais em Aleppo e instalações civis, massacrando a população desarmada.

O relatório final sobre a derrubada do voo MH17 da Malaysia Airlines confirmou as piores suposições contra a Rússia. Tjibbe Joustra, líder do inquérito apresenta os resultados na base holandesa de Gilze Rijen
O relatório final sobre a derrubada do voo MH17 da Malaysia Airlines
confirmou as piores suposições contra a Rússia.
Tjibbe Joustra, líder do inquérito apresenta os resultados na base holandesa de Gilze Rijen
Moscou continua negando o crime contra o avião da Malasia Airlines contra todas as evidências. O ministro do exterior da Ucrânia Pavlo Klimkin, declarou ao “New York Times” que seu governo está decidido a levar a Rússia e seus mandados, responsáveis pelo disparo do míssil homicida, diante dos tribunais ocidentais.

Altas autoridades ocidentais acusam nominalmente a Rússia por crimes de guerra que deveriam ser julgados pela Corte Internacional de Justiça.

Mas Putin dá de ombros diante dos crimes pegos em flagrante e continua sua sinistra obra de desestabilização militar em todas as frentes que lhe é possível.

As autoridades dos EUA gastaram imenso tempo em esforços de negociação com seus homólogos russos, mas esses continuam se burlando de tudo o que dizem, assinam, prometem ou dão a entender.

Os EUA parecem cansados de tantas violações da palavra empenhada mas não tiram as consequências. E Putin continua agindo como um “fora da lei” que sabe que a Justiça não está decidida a lhe por um limite intransponível.

Obama não aprova uma intervenção militar direta na Síria, enquanto Putin manda suas milícias treinadas na repressão e chacina das minoria étnicas na Federação Russa ou no leste ucraniano.

Putin fantasia com uma suposta missão – divina?, cristã?, diabólica? – de restaurar a grandeza da Rússia histórica.

Mas, observa o jornal nova-iorquino, sua conduta de fato massacrando civis na Síria ou invadindo a Ucrânia, ou assassinado os opositores políticos, sugere uma coisa que é tudo o oposto da procura da paz, da justiça ou do equilíbrio internacional.

É o sistema do regime “fora da lei” rindo dos que respeitam a lei. Esse procedimento encaminha o mundo para uma crise mundial irreversível que alguns já chamam de III Guerra Mundial.


Saudosista parada em honra do Exército Soviético
indo à guerra em 7.11.1941:




Como foi a derrubada do voo MH17, reconstituição virtual do inquérito.
A Rússia deu de ombros e excogita outros golpes


domingo, 6 de novembro de 2016

Guerra híbrida russa
mira também a República Checa

"Os agentes de Putin"
"Os agentes de Putin"
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O Serviço de Informação de Segurança da República Checa (BIS) publicou seu Relatório Anual 2015, resumido pela agência EUobserver. 

Além do terrorismo, os serviços de contra inteligência identificaram que os “serviços de inteligência chineses e russos eram os mais ativos na República Checa”.

A espionagem chinesa entrou de mãos dadas com a presença econômica de Pequim no pequeno, mas estratégico país da Europa Central.

As mexidas dos serviços secretos chineses visaram primariamente influenciar a política e a economia checas em favor dos interesses econômicos de Pequim.

O verdadeiro elefante – ou urso – no salão foi a Rússia.

A espionagem russa foi “a mais ativa na República Checa” em 2015. O BIS disse que “não identificou nenhuma outra atividade relevante das espionagens de outros países da ex-União Soviética”.

Na capital checa, outrora nas mãos do exército vermelho, a Rússia mantém 140 diplomatas acreditados, o dobro dos EUA.

Segundo o BIS, os espiões ativos da Rússia agem sob a cobertura da embaixada russa. O serviço checo reconhece que essa cobertura é também real nas embaixadas de outros países, “mas o número dos oficiais de inteligência russos é muito maior”.

Em geral, os países amigos declaram quem são seus agentes, mas a Rússia, não.

“Essa conduta clandestina sobre os filiados ao serviço de inteligência sinaliza claramente atividades que ameaçam a segurança e os interesses da República Checa”.

Grupos usados na guerra híbrida no estilo dos 'Lobos da noite' estão sendo observados
Grupos usados na guerra híbrida no estilo dos 'Lobos da noite' estão sendo observados
O problema se repete em toda a União Europeia. Os serviços de inteligência da Suécia, Sapo, estimam que um terço dos 35 funcionários russos acreditados na embaixada de Estocolmo são espiões.

Mas, para o BIS, o Kremlin tem seis objetivos bem definidos.

O primeiro é “debilitar a independência da mídia checa” tradicional ou virtual, infiltrando-a e introduzindo a produção maciça de propaganda e desinformação russa, controlada pelo Kremlin.

Isso, em segundo lugar, visa minar “a resistência na guerra da informação” com desinformação pré-fabricada atribuível a fontes checas, servindo inclusive para reforçar os pontos de vista do Kremlin ante a opinião pública russa.

Também, terceiro, visa distorcer “as percepções e os pensamentos do público checo, debilitando sua vontade de resistência, saturando as informações que relativizam a verdade e a objetividade, e promovendo a ideia de que todo o mundo mente”, para a opinião pública perder a vontade de resistir.

O quarto objetivo consiste em “criar ou promover tensões dentro da sociedade e entre os grupos políticos da República Checa, formando organizações títeres que promovem dissimulada ou abertamente temáticas populistas ou extremistas”.

O quinto é “perturbar a união e prontidão da NATO” como, por exemplo, “perturbar as relações checo-polonesas, espalhando desinformação e rumores alarmantes que difamem os EUA e a NATO, e enganem sobre o perigo potencial de uma guerra com a Rússia”.

Mídia checa está preocupada pela recuperação russa de antigos trens militares. Embora dessuetos, foram úteis para grandes distâncias na invasão da Geórgia.
Mídia checa está preocupada pela recuperação russa de antigos trens militares.
Embora dessuetos, foram úteis para grandes distâncias na invasão da Geórgia.
O sexto consiste em “danificar a reputação da Ucrânia e isolá-la internacionalmente, engajando cidadãos e organizações checas anti-ucranianas lideradas secretamente pela Rússia”.

O BIS também alerta contras as operações da Rússia no conflito da Síria e as infraestruturas que está criando secretamente na vida checa.

A conclusão é carregada: o conjunto de atividades russas visa “desestabilizar ou manipular a sociedade e o ambiente político checo a qualquer momento, segundo as intenções da Rússia”.

Isso seria apenas o início de futuras operações russas com vistas a instalar em 2018, no palácio presidencial de Praga, um político populista que seria nada mais nada menos que um “Cavalo de Troia” russo, geopoliticamente útil a Moscou na Europa Central.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Kremlin esbraveja:
ou Trump ou a III Guerra Mundial

O Kremlin diz 'Trump ou a guerra' e acena com Hiroshima ou Nagasaki. Hillary Clinton tem um passado mole e entreguista face à Rússia. Por que é que sendo assim, o Kremlin prefere tanto a Trump?
O Kremlin diz 'Trump ou a guerra' e acena com Hiroshima ou Nagasaki.
Hillary Clinton tem um passado mole e entreguista face à Rússia.
Por que é que sendo assim, o Kremlin prefere tanto a Trump?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Um fugaz e intenso ataque de “trolls” elaborados nos laboratórios da desinformação do Kremlin espalhou que o ministério de Defesa russo teria distribuído uma circular a todos os comandantes das forças armadas alertando que a contagem regressiva da III Guerra Mundial já estava em andamento.

O site AWDNews criado pela máquina de desinformação russa fez ativa difusão desse boato, aliás logo desmentido.

O deputado ultranacionalista Vladimir Jirinovski, chefe do terceiro maior partido na Duma e aliado subserviente de Vladimir Putin, em entrevista à agência Reuters, voltou mais oficialmente a bater na tecla que Moscou quer:

Que o candidato Donald Trump é o único que pode desmontar as tensões entre Washington et Moscou.

Acrescentou que se o eleitorado americano escolher sua rival democrata Hillary Clinton poderia desencadear uma Terceira Guerra Mundial.

Vladimir Jirinovski acaba de ganhar de Vladimir Putin a mais alta comenda do Estado russo e seus espalhafatosos propósitos, embora não idênticos aos do Putin, acabam servindo os interesses do amo do Kremlin.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Artifícios e instrumentos do Kremlin para desequilibrar o Ocidente

Fotomontagem russa faz acreditar que o respeitado site Life News
informa do crime que na verdade nunca existiu.
O site Putin@war reconstituiu o percurso do "troll".
Erros no inglês e superposição de faixas e dizeres levantaram suspeita.
O site identificou que o "troll" saiu de um obscuro endereço da Índia
e chegou a grandes sites russos que avidamente
espalharam como informação fidedigna.
O esquema é usado para despistar e passar adiante os "trolls"
("lançando a isca para os trouxas", na gíria da guerra da informação).
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



continuação do post anterior: Desequilibrar o Ocidente: objetivo da guerra russa de desinformação




O Kremlin usa sites ou TVs como RT para disseminar com grande eficácia notícias e vídeos online em inglês, espanhol, francês e árabe. Também usa o Facebook em alemão, mas, sobretudo, em inglês.

E mantém muitos sites ou perfis que não devem se identificar com o Kremlin, mas obedecer-lhe cegamente, escreveu “Der Spiegel”.

RT e Sputnik – novo nome da antiga Rádio Moscou do tempo da URSS – são dirigidos por Dmitry Kiselyov, propagandista-chefe do Kremlin. Ele se diz engajado numa “guerra de informação” que considera como “a forma primordial de guerra” hoje.

domingo, 23 de outubro de 2016

Desequilibrar o Ocidente:
objetivo da guerra russa de desinformação

Putin apelou à guerra da desinformação cibernética para desestabilizar os países vítimas
Putin apelou à guerra da desinformação cibernética
para desestabilizar os países vítimas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Svetlana F., 39, aparecia desolada na cozinha de seu apartamento de Berlim. Ela chorava a desgraça que teria sofrido sua filha de 13 anos, supostamente sequestrada e estuprada por um imigrante árabe e internada num hospital psiquiátrico em estado de choque, contou em extensa reportagem a grande revista alemã “Der Spiegel”.

O maior estrépito foi na mídia russa, pois Svetlana tem essa nacionalidade. O Kremlin se erigiu em advogado de sua filha. E Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores, atacou diretamente as autoridades alemãs.

A embaixada russa em Berlim transmitiu agressiva queixa escrita ao Ministério de Relações Exteriores da Alemanha. A diplomacia de Moscou exigia uma investigação completa que não escondesse nada.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Fraude arrasa na Rússia mas macrocapitalismo midiático ocidental acaba aceitando – 2

A área vermelha do gráfico representa o tamanho estatístico da fraude em favor da Yedinaya Rossiya (Rússia Unida) o partido de Putin
A área vermelha do gráfico representa o tamanho estatístico da fraude
em favor da Yedinaya Rossiya (Rússia Unida) o partido de Putin
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Continuação do post anterior: Tal como na velha URSS, a fraude eleitoral na “nova Rússia” – 1




A agência ucraniana Euromaidanpress foi estudar os resultados oficiais publicados na Internet pelo Comitê Eleitoral Central da Rússia.

E com simples métodos estatísticos aplicados pelo matemático russo Sergei Shpilkin logo constatou tratar-se de mais uma fraude eleitoral maciça.

Nem o Kremlin se preocupou em maquiar os resultados com números matematicamente congruentes.

Sem falsificações maciças, analisou Shpilkin, os partidos de oposição poderiam ter tirado 49,47% contra 40% da Rússia Unida de Putin. Porém, os resultados oficiais invertem os números e reduzem o conjunto da oposição a 37,09% contra 54,17% do partido do chefe do Kremlin.

domingo, 16 de outubro de 2016

Tal como na velha URSS:
a fraude eleitoral na “nova Rússia” – 1

Fraude estava arrumada há tempo
Fraude estava arrumada há tempo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Nunca as eleições para a Duma (Câmara baixa) da Rússia prometeram ser tão tediosas quanto as que acabaram se realizando no dia 18 de setembro, observou “El País” de Madri, jornal afim ao ideário socialista.

O resultado estava anunciado há tempos e foi atingido ao pé da letra: vitória arrasadora de Vladimir Putin.

As instituições do Estado estão tão debilitadas que já não dizem mais nada para os cidadãos. O sistema político evoca uma arcaica monocracia baseada na vontade discricionária do chefe absoluto, prosseguiu o jornal.

A população está achincalhada pela deterioração do nível de vida, da alta de preços de medicamentos, alimentos e tarifas dos serviços públicos, assim como dos abusos das autoridades locais.

O presidente-árbitro é o déspota que pode tudo. Exemplo patético disso foi dado pelo oligarca Vladimir Evtuchenkov, de quem foi tirada a florescente empresa petrolífera Bashneft devido às ambições de seus concorrentes, todos eles vassalos do chefe único.

Embora humilhado e despossuído, Evtuchenkov voltou para dar graças a Putin por livrá-lo do confinamento a que tinha sido submetido pelos órgãos de segurança dependentes do próprio Putin!

“Antes se dirigiam ao imperador (em busca de justiça), e agora nos dirigimos ao presidente”, explicou Evtuchenkov no canal de televisão Dozhd, citado pelo jornal espanhol.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Entramos em período mais perigoso que a Guerra Fria, diz ministro alemão

Airbus parado no terminal de Roissy Charles de Gaulle
Airbus parado no terminal de Roissy Charles de Gaulle
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há muitos anos fui dar num produtor caipira de mel. Ele tinha um gavião preso e como alimento lhe passava uns pardais vivos. Esses ficavam silenciosos e enregelados até o gavião acabar com eles.

Não gostei da cena e esqueci. Mas ela ressurgiu da minha memória quando li que o imenso aeroporto parisiense de Roissy-Charles-de-Gaulle ficou absolutamente paralisado durante uma hora no meio-dia da quinta-feira 6 de outubro enquanto um avião vindo da Rússia em missão de reconhecimento voava no espaço aéreo próximo. Nenhum avião civil decolou ou posou.

O avião russo fez um voo raríssimo, mas não ilegal, explicou o especialista francês Gérard Feldzer, segundo a TV francesa BFM.

Estava autorizado dentro dos termos do tratado “Open Skies” assinado em Helsinque em 1992 visando favorecer um clima de confiança recíproca na era de distensão inaugurada bastante ingenuamente após a queda da URSS.

domingo, 9 de outubro de 2016

“Nem a propaganda soviética era tão descarada
como a de agora”

Svetlana Aleksiévich recebendo o Premio Nobel.
Svetlana Aleksiévich recebendo o Premio Nobel.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A obra de Svetlana Alexievich, escritora bielorrussa de 68 anos que ganhou o Nobel de Literatura 2015, é considerada uma das chaves para entender a nova Rússia. Inclui livros como O Fim do Homem Soviético – Um Tempo de Desencanto e Vozes De Tchernóbil – A História Oral Do Desastre Nuclear.

Em Madri, ela concedeu uma entrevista ao jornal “El País”, respondendo com as perspectivas de futuro da nova Rússia.

Para ela, “é impossível prever. Não sabemos o que o caldeirão russo está cozinhando. Na Rússia, estamos revivendo a filosofia de uma fortaleza ameaçada, rodeada de inimigos e tomada pela histeria militarista de tempos passados.

“Todos os dias nos mostram na televisão o material militar adquirido: um novo navio de guerra, um novo avião, um novo tanque…

Existe uma propaganda muito agressiva contra Estados Unidos, Europa e Ucrânia. Há uma espiomania que está ressurgindo. É uma loucura.

“Nem a propaganda soviética era tão descarada como a de agora.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Bombardeiros russos dançam com a morte
nos céus da Europa

Um Tupolev Tu 160 escoltado por um jato francês.
Um Tupolev Tu 160 escoltado por um jato francês. Foto de arquivo.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O fato foi revelado posteriormente visando amortecer seu impacto previsível.

Em 22 de setembro, dos bombardeiros nucleares russos Tupolev TU-16 ingressaram no espaço aéreo europeu pelo norte da Noruega e chegaram até o largo de Bilbao, Espanha, antes de retornar a suas bases, noticiou “Le Figaro” de Paris.

A incursão teve um caráter provocatório e relembrou os piores momentos de tensão da Guerra Fria. Os bombardeiros foram sendo acompanhados por dez aviões de quatro países europeus: Noruega, Grã-Bretanha, França e Espanha.

Os intrusos não aceitavam comunicações nem contato algum. Os dois foram interceptados a uma centena de quilômetros da costa da Bretanha por caças Rafale franceses, segundo o site do ministério da Defesa em Paris.

Então, desviaram para a Espanha onde foram interceptados por caças bombardeiros F18. A dança da morte durou quatro horas.

domingo, 2 de outubro de 2016

Moscou finge eficácia, ajuda o Estado Islâmico
e tapeia com propaganda

Mohammed al-Adnani foi o principal porta-voz do Estado Islâmico
Mohammed al-Adnani foi o principal porta-voz do Estado Islâmico.
EUA silenciou, mas Rússia diz que feito foi dela.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Mohammed al-Adnani, o estrategista e segundo homem do Estado Islâmico, foi atingido por “um ataque de alta precisão” dos EUA.

Tratou-se de uma das maiores perdas sofridas até o presente pelo grupo, que reivindica a fidelidade ao pé da letra aos ensinamentos do Islã.

O próprio Estado Islâmico reconheceu a perda, também confirmada pelo porta-voz do Pentágono, Peter Cook, segundo noticiou “Le Nouvel Observateur” de Paris.

Porém, no dia seguinte, chegou uma declaração que seria histriônica se não fosse a tensão instalada entre Washington e Moscou: o Ministério de Defesa russo afirmou que a façanha devia ser atribuída a um de seus aviões.

Um porta-voz do Pentágono respondeu: “É uma piada. Seria risível, se nós esquecêssemos o tipo de campanha que os russos estão fazendo na Síria”.

domingo, 25 de setembro de 2016

A capitulacionista política vaticana de aproximação com o comunismo vista por um historiador

Prof. George Weigel: Ostpolitik de João XXIII, Paulo VI e do Cardeal Casaroli foi um fracasso
Prof. George Weigel: Ostpolitik de João XXIII, Paulo VI
e do Cardeal Casaroli foi um fracasso
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A política de aproximação do Vaticano com o comunismo ou Ostpolitik, iniciada na década de 1960 sob o bafejo de João XXIII e Paulo VI, não só não deu os resultados esperados, mas se revelou desastrosa para os católicos sob a tirania marxista, escreveu George Weigel, pesquisador do Centro de Ética e Política Pública, de Washington. Seu artigo foi reproduzido no site da insuspeita Unisinos.

Segundo Weigel, a Ostpolitik chegou perto de destruir o catolicismo na Hungria, onde em meados da década de 1970 a chefia da Igreja estava sob as ordens do Partido Comunista. Este também estava no controle de fato do Colégio Húngaro, na própria Roma!

Na Tchecoslováquia, a Ostpolitik sacrificou ativistas católicos dos direitos humanos, nada fez por aquelas bravas almas católicas que resistiram ao regime, e fortaleceu um grupo de colaboradores clericais que serviam de fachada para o Partido Comunista e suas repressões.

Na Polônia, os diplomatas vaticanos tentaram continuamente deslocar os bispos que resistiam às propostas de colaboração com o marxismo.

Em Roma, a Ostpolitik favoreceu uma forte penetração das agências de inteligência secreta comunistas no Vaticano, incluindo a KGB, a Stasi (da Alemanha Oriental), a StB (da Checoslováquia), a SB (agência polonesa) e a AVH (húngara).

domingo, 18 de setembro de 2016

O cristianismo e a família esmagados na Rússia

O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
O cristianismo é promovido enquanto instrumento de domínio político
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O historiador francês Philippe Fabry registrou em seu blog uma estranha contradição em seu país. Políticos e jornalistas que oscilam entre os partidos de direita passaram repentinamente a ecoar uma imagem que parece ter sido mandada fazer pelo Kremlin.

Entre eles, cita o político e ensaísta Yvan Blot, que passou a defender que o regime de Putin é o guardião dos valores tradicionais do cristianismo e da família, e que a “nova Rússia” seria uma espécie de baluarte no qual o Ocidente deve se apoiar para não afundar na decadência.

Fabry relembra então alguns dados de conhecimento geral que são omitidos por essa visualização:

a “nova Rússia” pseudo-cristã, cuja população é mais do que o dobro da francesa, aborta proporcionalmente duas vezes mais crianças (800.000 por ano) do que a França laicista (200.000).

a “nova Rússia” é o primeiro consumidor mundial de heroína. Embora esse extenso país represente apenas 2% da população mundial, consome 21% da produção planetária dessa droga pesada. Trata-se de uma herança recebida por Putin, mas não se tem notícia de que ele aja eficazmente para extirpar o vício que devora a nação.

o desfazimento da família está provocando uma catástrofe demográfica: a população russa – mais de 140 milhões – ruma para 80 milhões de habitantes por volta de 2050, segundo as projeções.

domingo, 11 de setembro de 2016

Alemanha prepara população para catástrofe
com dimensão de guerra mundial

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Ao lado: lista de conselhos básicos divulgada pela Deustche Welle.
Clique una vez para selecionar, e mais outra vez para ampliar

O governo alemão recomendou a seus cidadãos a armazenagem de alimentos e água em casa na previsão de um ataque terrorista ou uma catástrofe, preanunciou o sisudo e acatado jornal ‘Frankfurter Allgemeine Zeitung’ numa edição dominical referida pela agência EuropaPress. 

O plano é de uma gravidade sem igual desde o fim da II Guerra Mundial e da Guerra Fria.

A Alemanha se encontra em estado de alerta após os mais recentes atentados islâmicos. Berlim havia anunciado uma série de medidas que incluem verbas extras para as forças de segurança e a criação de uma unidade especial contra o crime informático e o terrorismo.

Agora o Conselho dos Ministros aprovou no dia 24 de agosto uma ação de envergadura nacional. Trata-se do “Conceito para a Defesa Civil” pelo qual a população será instada a “acumular comida e água para sobreviver durante dez dias”, naquilo que a Deustche Welle apresenta como “Preparando-se para o pior”.

Assim diz o plano do Ministério do Interior resumido pelo jornal de Frankfurt e pela rádio oficial “Deustche Welle”. O relatório se inspirou numa ideia elaborada por um comitê parlamentar há quatro anos.

“Pedir-se-á ao povo que se prepare apropriadamente para qualquer evento que possa ameaçar nossa existência e que não se possa descartar categoricamente no futuro”, diz o relatório.

O documento também recomenda pôr em andamento um “sistema de alarma fiável” e reforçar as estruturas dos prédios em função de uma possível tragédia.

Por sua vez, a agência oficial Deutsche Press Agentur (DPA) citou que o de acordo com o projeto confidencial o governo pensa “restaurar o sistema de alistamento militar em todo o país em tempos de crise” como poderiam ser as situações nas quais a Alemanha precise de tropas para “defender as fronteiras exteriores da OTAN”.

O povo alemão já passou por grandes calamidades nas guerras mundiais e nos tempos em que era possível uma invasão russa. Tratou-se de conflitos imensos que justificaram medidas do gênero.

Malgrado a gravidade dos atentados islâmicos – o de Colônia e outras grandes cidades no Ano Novo, por exemplo – nenhum deles teve dimensão para uma preparação nacional na perspectiva de um evento capaz de “ameaçar nossa existência”, como declarou o porta-voz do Ministério do Interior.

O povo alemão habita sua terra há quase dois milênios e sabe em linhas gerais quais catástrofes naturais podem lhe acontecer.

A preparação que o governo alemão está montando dificilmente se entende em função apenas de atentados islâmicos ainda que maiores, ou uma catástrofe natural ainda que historicamente nunca havida.

Essa preparação se entendeu em períodos de guerras mundiais, e no presente faria sentido em face de uma eventual guerra mundial ou ataque atômico.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Irã está provocando no Golfo Pérsico
adverte comandante militar dos EUA

EUA reage contra provocação no Golfo. A foto foi distribuída pelo Irã
EUA reage contra provocação no Golfo. A foto foi distribuída pelo Irã
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No Golfo Pérsico, passagem vital do petróleo do qual depende Ocidente lanchas iranianas agiram de maneira provocativa contra naus de guerra americanos.

O general Joe Votel, chefe do Comando Central americano na região acusou Teerã de agir de forma pouco segura e “provocadora” realizando manobras arriscadas perto de navios dos Estados Unidos, informou UOL Notícias.


Um desses abriu fogo de advertência, mirando o mar nas proximidades de uma das lanchas.

Na semana anterior, o Pentágono denunciou uma série de encontros “pouco profissionais” no Golfo gerados pelo Corpo de Guarda Revolucionária do Irã.

“Em dias recentes, temos sido testemunhas de mais atividades provocadoras da Guarda Revolucionária e navios da Marinha”, afirmou o general Votel.

“Este tipo de comportamento é muito preocupante e esperamos ver as forças navais do Irã agir de um modo mais profissional”, acrescentou.

domingo, 4 de setembro de 2016

General americano na Síria adverte Rússia:
da próxima EUA revida na hora

General Stephen Townsend, comandante das tropas EUA na Síria e no Iraque.
General Stephen Townsend, comandante das tropas EUA na Síria e no Iraque.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O tenente general Stephen Townsend, novo comandante em chefe das tropas americanas no Iraque e na Síria, fez a mais direta advertência pública verificada até o presente. Ele ameaçou Moscou e seu satélite de Damasco com uma resposta militar imediata caso continuem seus ataques contra alvos ocidentais.

Numa entrevista à CNN, o general Townsend visou proteger as tropas americanas que agem no norte da Síria da repetição de ataques de aviões de guerra e artilharia russos ou filo-russos.

“Fomos informados de que os russos estão envolvidos... (eles) disseram que tinham informado aos sírios e eu apenas respondi que nós nos defenderemos se nos sentirmos ameaçados”, disse o general numa entrevista telefónica desde seu quartel em Bagdá.

Townsend foi o primeiro comandante que falou da hipótese dos EUA responder com fogo às provocações bélicas da aliança sírio-russa. Até o presente, as altas patentes procuravam fazer silêncio sobre esses ataques que indignavam os americanos.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Putin tenta manipular as eleições presidenciais americanas!

“A posição mais favorável à Rússia na história moderna dos EUA”, escreveu Foreign Policy
“A posição mais favorável à Rússia na história moderna dos EUA” diz Foreign Policy
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Putin mostra sua preferência por Donald Trump, mas na reta final da campanha eleitoral, o candidato republicano defendeu posições mais alinhadas aos interesses de Moscou do que aos de Washington, registrou o jornal “O Estado de S. Paulo”.

Favorecimentos na política externa

Segundo David Rothkopf, editor-chefe da revista Foreign Policy, as posições de Trump representam um “distanciamento gigantesco” em relação a visões defendidas historicamente por líderes de ambos os partidos.

“Essa é a posição mais favorável à Rússia por parte de autoridades americanas na história moderna dos EUA”, acrescentou.