domingo, 23 de abril de 2017

Ocultismo inspira boatos e teorias conspiratórias
espalhadas pelo Kremlin

De velha data a vida política e social russa foi intoxicada pelo esoterismo. Na foto: o monge Rasputin muito ativo no fim do czarismo
De velha data a vida russa foi intoxicada pelo esoterismo.
Na foto: o monge Rasputin muito ativo no fim do czarismo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Os líderes da Rússia soviética viviam fascinados pelos avanços científicos de qualquer natureza, ainda que estranhos ou prenhes de ocultismo.

Nisso eles davam continuidade às superstições místicas que há séculos irradia a Igreja cismática russa, dita ‘ortodoxa’, e cujo representante histórico mais famoso no Ocidente foi o monge Rasputin.

Essa propensão não só continua na “nova-Rússia” de Putin, mas se desenvolve com apoios do regime que banca de “cristão”.

O site Slate.fr noticiou cerimônia de premiação de um “membro emérito da Academia das Pseudociências” (leia-se paranormais), Irina Yermakova, bióloga e âncora da televisão oficial.

Yermakova espalha doutrinas ocultistas de sua lavra das mais contrárias à razão. Segundo ela, os indivíduos de sexo masculino descendem de amazonas hermafroditas. Matéria suficientemente maluca para alimentar “trolls” e sites destinados a semear a desinformação no Ocidente.

Mas nem tudo é doidice de origem ignota. Yermakova prega a seus adeptos teorias afins à nova forma de comunismo de cor verde ambientalista.

Ela milita entre os mais ferozes inimigos dos OGM e espalha, sempre sem prova alguma, que os alimentos geneticamente modificados são uma arma biológica concebida pelos americanos para provocar o genocídio do povo russo.

Na hora de lhe conceder o prêmio, o jornalista científico e escritor Alexander Sokolov exaltou a figura de Irina Yermakova para que “o máximo de pessoas veja quanto a ciência está viva na Rússia e como ela dispõe de meios para se defender!”

domingo, 16 de abril de 2017

Dentro e fora do país,
aumenta a saturação em relação a Putin

Protestos contra corrupção em 99 cidades da Rússia foram animados pelos jovens
Protestos contra corrupção em 99 cidades da Rússia foram animados pelos jovens
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Manifestações contra a corrupção imperante no Kremlin reuniram em março muitos milhares de pessoas em quase cem cidades da Rússia. A aglomeração e a multiplicidade de locais deixaram espantados a opositores e situacionistas.

O Kremlin que sabia do mal-estar espalhado na Rússia, entretanto, não conseguia esconder o pasmo diante da dimensão do protesto. Surpreso também ficou Alexei Navalny o dissidente que convocou as marchas.

Alexei Navalny e por volta de 700 seguidores foram presos pelo aparato repressivo enquanto os manifestantes foram atacados com gás pimenta e cassetetes segundo a organização OVD-Info.

Para a polícia “só” 500 foram encarcerados. O recurso à brutalidade com os opositores não é novidade na Rússia nem para uns nem para outros.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Trump abre os olhos
para a verdade da “nova-Rússia”?

Pai vai enterrar seus dois filhos mortos pelo ataque assassino
Pai vai enterrar seus dois filhos mortos pelo ataque assassino
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Na noite de quinta-feira para sexta feira (6/7 de abril) o cenário do mundo deu um giro brusco, até contraditório, de 180º. Dos destroieres americanos – o USS Porter e USS Ross – enviaram uma chuva de 59 mísseis Tomahawk para a base aérea síria de Al Shayrat.

Dessa base partiram os aviões que bombardearam com gás sarin a cidade Khan Cheikhoun matando cruelmente por volta de 90 civis entre os quais 30 crianças.

A resposta americana pulverizou por volta de 20% da força aérea síria.

O fato deixou o mundo pasmo. Todas as predições e cálculos estratégicos no mundo ruíram nesse instante. Todos agora procuram entender o que se passou e se posicionar no novo cenário.

Pois os EUA vinham de bombardearam não apenas uma base síria, mas atingido a menina dos olhos da “nova-Rússia”. Os dois gigantes estão face a face.

domingo, 2 de abril de 2017

Suécia teme agressividade de Moscou
e intensifica rearmamento

Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
A Suécia restabeleceu o serviço militar obrigatório
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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diversos blogs





A Suécia, berço dos míticos vikings, adotou no século XX o pacifismo visceral socialista com a ilusão de se imunizar contra eventual invasão russa.

Também acolheu no país uma vasta rede de organizações “companheiras de viagem” do comunismo russo. Essas fizeram da Suécia uma base a partir da qual pregavam a desmobilização dos espíritos no Ocidente face ao expansionismo soviético em nome da “paz”.

Essa nação protestante omitia a verdadeira avaliação do perigo russo, apresentado por Nossa Senhora em Fátima como um instrumento da punição divina.

Porém, nos últimos anos, a agressividade da “nova Rússia” de Vladimir Putin, patente em países próximos da Suécia, provocou forte mudança de atitude na opinião pública sueca.

Em consequência, o governo de Estocolmo determinou restabelecer o serviço militar obrigatório.