domingo, 31 de julho de 2016

Genocídio de milhões de ucranianos,
modelo para as esquerdas progressistas
inclusive as brasileiras?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Nos milhares de aldeias ucranianas, desertas e em ruínas, perto de grandes cidades como Kharkiv, Kiev e Odessa, ainda parece se ouvir os uivos da fome, escreveu o jornalista Jeffrey D. Stephaniuk, da agência Euromaidanpress, de quem extraímos as citações deste post.

Nessas aldeias ecoa, no silêncio, o brado lancinante do Holodomor, o genocídio pela fome ordenado por Stalin para extinguir os proprietários rurais  e todo um povo que não se vergava à utopia socialista.

Os camponeses e suas famílias não estão mais ali para contar: morreram aos milhões ou fugiram até caírem exaustos numa estação ferroviária onde ninguém os auxiliava.

Aqueles, como foi o caso de alguns mestres de escola, que tentavam atender famílias e crianças que agonizavam extenuadas foram presos pelos agentes comunistas e exilados na Sibéria – de onde poucos voltaram – pelo crime de espalhar rumores a respeito de uma fome que oficialmente não existia.

Não existia por decreto de Stalin, que a tinha ordenado.


domingo, 24 de julho de 2016

Maskirovka: a guerra não-militar
que invade e conquista

Homenzinhos de verde: de início apareceram desarmados.
Quando apareceram armados foi tarde: a Rússia tinha invadido.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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sócio do IPCO,
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A partir da invasão da península da Crimeia e do leste ucraniano, os estrategistas ocidentais estão lidando com um novo tipo de guerra posta em prática por Vladimir Putin, comentou o blog “The Great Debate”, da agência Reuters.

Um exemplo típico se deu na Crimeia com a invasão dos “pequenos homens de verde”.

Desarmados e silenciosos, uniformizados se instalavam nos cruzamentos e pontos nevrálgicos das cidades, sem nenhuma identificação. Eles se revezavam, transportados por caminhões, e, do nosso ponto de vista sul-americano, exploravam de modo incrível a ingenuidade europeia.

Ninguém queria imaginar o que viria. E veio. Certo dia, um dos turnos de revezamento dos “pequenos homens de verde” desceu com armas de guerra diante de autoridades e da população postas na pasmaceira: a Crimeia havia sido invadida pela Rússia sem disparar um só tiro.

No leste ucraniano, os invasores eram “separatistas” do Donbass que queriam a preservação de sua língua e de sua cultura russófila.

domingo, 17 de julho de 2016

A enigmática simpatia pela 'nova-Rússia'
e o silêncio sobre as vítimas do comunismo

Putin recebido pelo presidente Hollande no palácio do Elysée, Paris. Tudo se passa como se não tivesse acontecido nada.
Putin recebido pelo presidente Hollande no palácio Elysée, Paris.
Tudo se passa como se não tivesse acontecido nada.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Por que no Ocidente livre e democrático há tantas manifestações de benevolência com a Rússia soviética, seus líderes históricos e seus sucedâneos hodiernos?

É a pergunta de Paul Goble, especialista em questões étnicas e religiosas da Eurásia, num estudo para Euromaidanpress.

Ele observa que até em pensadores e figuras políticas e religiosas há uma amnésia difícil de explicar, pois eles parecem ignorar a lembrança dos crimes do comunismo e procuram abafá-la.

Paul Goble pôs em relevo um artigo do especialista italiano Fabio Belafatti, que estuda a Ásia Central e ensina na Universidade de Vilnius, Lituânia. Ele também registrou essa anômala conduta ocidental durante as invasões da Crimeia e do leste ucraniano.

Ele identificou, e em vários países, comentadores pró-russos ocidentais descrevendo os eventos ucranianos deste milênio com estereótipos da retórica que acompanhou a ascensão das piores ditaduras do século XX.

Mais ainda, essas figuras, de larga entrada na mídia e nas cátedras eclesiásticas, revelaram uma mal dissimulada tendência a atribuir a causa de todos os males ao regime político-econômico dos países de raízes cristãs.

domingo, 10 de julho de 2016

General inglês monta cenário provável
de ataque geral da Rússia em 2017

Sir Richard Shirreff, comandante supremo da NATO até 2014: “Temos que julgar Putin pelos seus gestos, não por suas palavras. Ele invadiu a Geórgia, a Crimeia, a Ucrânia para atingir seus objetivos”
Sir Richard Shirreff, comandante supremo da NATO até 2014:
“Temos que julgar Putin pelos seus gestos, não por suas palavras.
Ele invadiu a Geórgia, a Crimeia e a Ucrânia”
Luis Dufaur
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O general britânico Sir Richard Shirreff, Comandante Aliado Supremo da OTAN na Europa entre 2011 e 2014, escreveu um livro-ficção: 2017 War with Russia (“2017 Guerra contra a Rússia”).

Trata-se de um exercício de projeção tática sobre como poderia acontecer um temido ataque russo contra o Ocidente. O panorama montado foi tido como inteiramente plausível pela BBC, escreveu o jornal inglês “The Independent”.

O general prevê como mais provável um ataque contra os Países Bálticos: a Estônia, a Lituânia e a Letônia.

Esses países são os menores nos confins da Rússia e os mais apetecíveis. Acresce que a corajosa luta da Lituânia pela sua independência acelerou o processo de derrocada da URSS. A “nova URSS” ficou por isso com o sangue no olho.

O general Shirreff considera que, no caso de uma guerra, Putin apelará para a bomba atômica. Isso está de acordo com o pensamento militar russo, as fraquezas defensivas do Kremlin e os mal-estares internos na Rússia. A hipótese poderia se concretizar em 2017.

Temos que julgar o presidente Putin pelos seus gestos, e não por suas palavras. Ele invadiu a Geórgia, a Crimeia, a Ucrânia. E apelou para a força para atingir seus objetivos”, observou o general Shirreff.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Brexit: O Conde de “X” e
o plano da Europa Unida soprado nos anos 50

"Minha Vida Pública": uma prodigiosa fonte de informação exclusiva  para compreender a história da RCR no Brasil e no mundo.  828 páginas inéditas disponível na Livraria Petrus
"Minha Vida Pública": uma prodigiosa fonte de informação exclusiva
para compreender a história da RCR no Brasil e no mundo.
828 páginas inéditas disponível na Livraria Petrus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A imensa produção intelectual do prof. Plinio Corrêa de Oliveira inclui vasta coletânea de memórias pessoais transmitidas oralmente durante sua longa vida.

O Dr. Plinio não teve tempo de sistematizar essas Memórias. Por isso saudamos como muito oportuna a recente publicação de uma extraordinária coleção de anotações e escritos do Dr. Plinio reunida no volume “Minha Vida Pública – Compilação de relatos autobiográficos de Plinio Corrêa de Oliveira” (Artpress, São Paulo, 2015, 827 páginas).

O valor da riquíssima publicação pode se apreciar no seguinte apanhado de memórias de Dr. Plinio sobre a preparação da União Europeia como ele pode observar em suas viagens à Europa na década de 50, em pleno século passado.

No momento do “Brexit” o tema é candente. Os fatos narrados pelo Dr. Plinio mostram aspectos da incubação da União Europeia sorrateiramente preparada em ambientes eclesiásticos e civis.

Confira o leitor:

domingo, 3 de julho de 2016

Trump é o candidato de Dugin.
E do patrão deste, Putin?

Trump inimigo nº1 do inimigo nº1 da Rússia, segundo a saga de Dugin.
Trump inimigo nº1 do inimigo nº1 da Rússia, segundo a saga de Dugin.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em seu programa Dugin’s Guideline (reproduzido embaixo), o homem considerado o “maître-à-penser” do chefe do Kremlin passou a instrução para seus agentes e simpatizantes: a preferência na lide presidencial americana deve ir para Donald Trump.

Nosso blog duvida da verdadeira influência de Aleksander Dugin sobre Vladimir Putin.