domingo, 6 de dezembro de 2015

Putin, o maior beneficiado
pela invasão islâmica da Europa?

Putin está se ficando como o maior beneficiado da invasão islâmica. Quem decifra a charada?
Putin está se ficando como o maior beneficiado da invasão islâmica.
Quem decifra a charada?
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A invasão da Europa por ondas de imigrantes provenientes do Meio Oriente e da África, na sua maioria de religião muçulmana, está levantando muitas interrogações.

Para além dos problemas humanitários e emotivos focados pela mídia, em geral de modo sensacionalista, ouve-se falar de normas religiosas corânicas.

Mas essas exortações religiosas por vezes parecem exploradas numa engenhosa manobra de guerra híbrida, estilo de guerra que caracterizaria o início de uma III Guerra Mundial já em andamento.

Vejamos. A religião corânica prega a ocupação ‘pacífica’ das terras dos infiéis como uma forma de ‘guerra santa’ que abre as portas do ‘Paraíso’.

Mas se apertamos o raciocínio esta “invasão” muçulmana, constatamos a existência de muitas interrogações estranhamente silenciadas.



Por que as multidões de língua árabe e/ou de religião muçulmana não se dirigem a países árabes e/ou muçulmanos onde o dinheiro flui torrencialmente?

Por exemplo, o Qatar, o Bahrein, os Emirados, a Arábia Saudita, no mundo árabe. Ou o Cazaquistão e o Azerbaijão no próprio continente asiático?

Nesses países, sunitas e/ou xiitas encontrariam o ambiente religioso de sua preferência e poderiam se beneficiar da exuberância econômica local.

Esses países fornecem serviços públicos inteiramente gratuitos. Eles carecem de população e mão-de-obra, atraindo centenas de milhares de empregados de países remotos e de cultura e religião tão diversas como a Índia e as Filipinas.

Imigrantes islâmicos praticando seu culto numa estrada da Eslovênia
Imigrantes islâmicos praticando seu culto numa estrada da Eslovênia
Porém, os fluxos de migrantes não vão para lá. Eles entram em países europeus em crise, muitos deles incapazes de recebê-los e/ou de mantê-los.

Além do mais, migram para um continente de maioria cristã. Sim, do cristianismo apontado por Maomé como inimigo multissecular que deve ser exterminado.

Nada de mais apropriado a gerar conflitos culturais e religiosos, além de econômicos e políticos.

Dir-se-ia que isso não é um acaso, mas é o que querem.

Os países europeus, por sua vez, dividem-se entre si sobre o que fazer. As respectivas populações nacionais entram em conflito a respeito da atitude a ser tomada: uns querem receber, outros não, ou querem com certas restrições.

O desacordo é crescente e cada vez mais generalizado entre os europeus. A situação evoca o tempo das invasões bárbaras e do desfazimento do Império Romano numa imensa confusão étnica, cultural e religiosa.

Na confusão, é especialmente esclarecedora a velha pergunta do Direito: a quem aproveita o crime, que neste caso é uma formidável confusão?

Não aproveita nem aos imigrantes nem aos países nos quais eles procuram se instalar.

Há um só grande país europeu para onde não vão os afluxos invasores e onde não se ouve falar de confusão. Acresce que nesse grande país há muitos muçulmanos com os quais os migrantes poderiam tentar se entender: a Federação Russa.

As invasão da Europa por massas islâmicas está semeando a confusão no continente. Foto, em Gevgelija, pequena localidade da Macedônia, imigrantes tomam de assalto um trem.
As invasão da Europa por massas islâmicas
está semeando a confusão no continente.
Foto, em Gevgelija, pequena localidade da Macedônia,
imigrantes tomam de assalto um trem.
Eles vão para a Europa, e ali se instalam gerando o caos, não para a Rússia.

A Rússia de Putin estava engajada num atrito generalizado com a Europa, notadamente após a invasão da Ucrânia e as sanções que o Ocidente lhe aplicou.

Agora, da noite para o dia, o chefe de Moscou aparece por arte de magia como um “salvador” dessa Europa, disposto a aplicar mão forte no Oriente Médio e liberar seus inimigos de há poucas horas.

Por sua vez, na Europa há socialistas profetas da mão mole face ao Islã, que durante décadas abriram as portas da França e da Europa aos adeptos do Corão, como o presidente François Hollande.

Esses mesmos se voltam para Putin e lhe estendem os braços e apelam para ele como para um “Carlos Magno” que pode libertá-los do pesadelo que eles nunca quiseram combater de frente.

Quem decifra a xarada?

No século XX socialistas e comunistas se voltaram para um outro “salvador” vindo das estepes russas: Joseph Stalin.

Algo cheira mal nessa reentrada triunfal de Vladimir Putin no grande cenário da comédia mundial.


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2 comentários:

  1. Uma consequência imediata destes fluxos migratórios e, simultaneamente, do terrorismo é o crescimento da Extrema-direita na Europa, conforme se viu nas eleições regionais de França.

    http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151207_franca_eleicao_analise_hb

    A Extrema-direita (o Nazismo, o Nacional-socialismo)era o arqui-inimigo da União Soviética comunista, o qual, apesar de extinto, continua a ser cultivado pelo atual regime russo nos discursos políticos e na comunicação social que suporta a liderança do Sr. Putin.

    Este pode ser o pretexto que a Rússia precisa para entrar na Europa.

    Basto

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    1. E quem te disse q "extrema direita" tem alguma coisa a ver com nazismo e fascismo? https://www.youtube.com/watch?v=nmFAPqzaAz8
      http://www.olavodecarvalho.org/semana/081211dc.html
      http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=98
      http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1518

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